Entre 200 e 300 mil funcionários públicos se manifestaram nesta quinta-feira (15) na França, durante greve dos professores, que protestam contra reduções de efetivos.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, reafirmou durante um discurso pronunciado no fim da tarde sua intenção de reformar uma escola "que poderá ficar ainda melhor", sem mencionar as reduções de efetivos previstas para 2008 e 2009.
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"Como sempre, quando mudanças são decididas em nosso país para responder melhor às expectativas dos franceses, há preocupações e insatisfações", acrescentou.
Sarkozy anunciou um projeto de lei sobre "um direito ao acolhimento das crianças" nas escolas em greve, uma medida que suscita a hostilidade dos sindicatos e da esquerda, que a consideram como um questionamento do direito à greve.
Números
A paralisação foi amplamente observada no setor da educação, com 63% de grevistas no ensino primário e 55% no ensino secundário, segundo os sindicatos. Já o ministério da Educação deu números de 46% e 33,5%.
De um modo geral, 28,8% dos 2,5 milhões de funcionários públicos franceses observaram a greve nesta quinta-feira. Os sindicatos acusam Sarkozy de conduzir uma "política de desmantelamento" do serviço público.
Retirada
O governo, que enfrenta um importante déficit público e que prega uma "revolução cultural" na função pública, previu 22.900 supressões de postos, sendo 11.200 na Educação.