A cúpula do G8 em Toyako intensificou nesta terça-feira (8) a pressão internacional contra o regime do Zimbábue ao acertar "medidas financeiras e de outros tipos", ao mesmo tempo que voltou a advertir a Coréia do Norte e o Irã por questões nucleares.
Em sua declaração final, os líderes do G8 afirmaram que vão dar passos para introduzir medidas financeiras contra os responsáveis pela violência no Zimbábue.
O texto, em uma mensagem extremamente diplomática, evita falar abertamente de sanções.
A declaração do G8 expressa a "grave preocupação de seus membros frente a situação no Zimbábue e nega a legitimidade do novo governo".
Coréia
Quanto à Coréia do Norte, pedem que abandone suas armas nucleares e coopere na verificação de seu programa atômico.
No comunicado, os líderes das Oito Potências Mundiais reconheceram "o progresso realizado desde o ano passado nas negociações a seis" sobre o dossiê nuclear norte-coreano, com a participação das duas Coréias, Estados Unidos, China, Japão e Rússia.
Irã
Já do Irã exigiram que "suspendam qualquer atividade relacionada ao enriquecimento de urânio" e a "responda positivamente às últimas ofertas da comunidade internacional".
Os mandatários do G8 manifestaram seu apoio ao esforço de mediação dos seis países envolvidos nas discussões para "solucionar a questão de forma inovadora, por meio da negociação, e pedir ao Irã que responda positivamente a sua proposta", acrescentaram.
Os principais acordos obtidos nesta terça-feira no segundo dia de reunião do cúpula do G8.
- MUDANÇA CLIMÁTICA: Os líderes do Grupo dos Oito países mais industrializados (G8) decidiram reduzir as emissões globais de gases do efeito estufa em pelo menos 50% até 2050.
Este acordo desenha o caminho das negociações previstas para um acordo global no fim de 2009, na conferência sobre o clima da ONU em Copenhague.
- DESENVOLVIMENTO NA ÁFRICA: Prometeram nesta terça-feira conceder à África 60 bilhões de dólares em cinco anos para a luta contra a malária, a Aids e a tuberculose, e reafirmaram seu compromisso de duplicar sua ajuda ao continente para 2010.
- CRISE ALIMENTAR: Pediram nesta terça-feira que as nações com reservas suficientes de alimentos liberem seus estoques para que os países em dificuldades possam enfrentar os preços recordes dos alimentos. "É imperativo eliminar as restrições à exportação" que prejudicam as aquisições de comida, indicaram os líderes em seu comunicado.
- PREÇO DO PETRÓLEO: Pediram aos países produtores que aumentem a curto prazo a capacidade de produção e refino, assim como invistam mais na exploração.