O Parlamento libanês elege neste domingo o novo chefe de Estado, o general Michel Sleimane, na primeira etapa da resolução de uma crise política que dura há 18 meses e provocou violentos enfrentamentos no país.
O general Sleimane, comandante-chefe do Exército desde 1998, terá como principal tarefa promover a reconciliação entre dois lados profundamente dividos: a maioria anti-síria, apoiada pelos ocidentais e pela Arábia Saudita, e a oposição liderada pelo Hezbollah xiita, que conta com o apoio do Irã e da Síria.
Sua eleição, num momento em que o Líbano estava sem presidente desde novembro de 2007, é possível graças à assinatura, em 21 de maio em Doha, de um acordo negociado pelo Qatar para resolver a crise no país.
Para comemorar esta eleição, duas semanas depois de uma onda de violência que deixou 65 mortos, o país amanheceu neste domingo repleto de bandeiras libanesas e de retratos do general Sleimane.