Tropas e tanques russos entraram nesta sexta-feira (8), na região separatista de Ossétia do Sul, na Geórgia, em defesa da província. O primeiro-ministro russo Vladimir V. Putin declarou que "a guerra começou", enquanto o presidente georgiano Mikheil Saakashvili acusava Moscou de uma "invasão bem planejada".
Nesta madrugada, o governo da Geórgia lançou uma grande operação militar contra a província separatista da Ossétia do Sul, que faz fronteira com a Rússia, para retomar o controle da província rebelde estreitamente identificada com Moscou.
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A ação provocou a retaliação russa, que enviou 150 tanques e tropas para a região. Testemunhas afirmam que a cidade está devastada. A Geórgia é um grande aliado dos EUA e atualmente tem cerca de 2 mil soldados no Iraque, mas metade deles deve voltar ao país por causa dos conflitos ainda neste sábado.
Informações dão conta que mais de 1.400 pessoas já morreram.
Fugitivos
Fugindo dos confrontos, cerca de 140 ônibus levando refugiados de Ossétia do Sul chegaram à região russa de Ossétia do Norte.
Repercussão
Os Estados Unidos pediram um cessar-fogo imediato no conflito. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, conversou com representantes das partes envolvidas e está trabalhando para encerrar o impasse. Rice pediu que a Rússia "respeite a integridade territorial da Geórgia e retire suas tropas do solo georgiano", em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.
O Pentágono disse que está monitorando os acontecimentos na Geórgia, mas não recebeu um pedido de assistência das autoridades georgianas desde que as forças russas adentraram o país.
ONU
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu nesta sexta-feira de forma emergencial para discutir a escalada do conflito. A ONU pede às partes envolvidas que "renunciem a novos atos de violência".
Mais tensões
A ofensiva do Exército georgiano na Ossétia do Sul levou outra região separatista, a Abkházia, a posicionar tropas na fronteira com a Geórgia.
"Mobilizamos nossas Forças Armadas, parte das quais avança em direção à fronteira georgiana, onde tomará posições independentemente de como a situação na Ossétia do Sul evoluir", disse à televisão russa o presidente da autoproclamada República da Abkházia, Sergei Bagapsh.