Autoridades colombianas confirmaram que o governador do Departamento de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, foi encontrado morto na noite desta terça-feira, um dia após ter sido sequestrado em sua casa, na cidade de Florencia.
Segundo o governo colombiano, Cuéllar teria sido sequestrado por membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo guerrilheiro que atua há mais de quatro décadas no país.
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O corpo do governador, a mais alta autoridade do país a ser sequestrada desde 2002, foi encontrado horas depois de o presidente Álvaro Uribe ter anunciado que faria todos os esforços possíveis para libertá-lo.
"Infelizmente, temos que aceitar esta realidade dolorosa", afirmou a governadora em exercício do Departamento, Patricia Vega, ao anunciar a morte de Cuéllar.
"Eu não tenho nenhuma dúvida de que as Farc fizeram isso de novo", disse Vega em entrevista à rádio Caracol.
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Morte
Em uma entrevista a um canal de TV colombiano, o presidente Álvaro Uribe afirmou que o governador foi degolado pelos sequestradores.
"Eles o assassinaram, cortaram sua garganta. Os oficiais disseram que os terroristas não o balearam para evitar que os tiros fossem ouvidos, porque sabiam das operações de nossas forças armadas", disse o presidente colombiano.
Segundo as autoridades, aparentemente Cuéllar foi morto pouco depois de ter sido levado de sua casa por homens armados com granadas.
Um policial foi morto durante a ação e outros dois ficaram feridos.
Farc
O Departamento de Caquetá foi por muitos anos uma área dominada pelas Farc. Foi nesta região que a então candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, foi sequestrada, em 2002.
Mesmo assim, as Farc não assumiram a responsabilidade pelo sequestro e morte do governador até momento.
O sequestro e assassinato de Cuéllar ocorrem dias depois de as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN) terem anunciado uma aliança entre os grupos - que até agora combatiam entre si - para unir forças contra o Uribe e enfrentar as forças do governo.
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A ação também ocorre em meio a um processo de negociação para a libertação de dois dos 24 militares que a guerrilha mantém em cativeiro há mais de dez anos.