Ativistas do Greenpeace "interceptaram" nesta segunda-feira (17) no litoral oeste da França um barco com madeira brasileira, e tentaram impedir seu descarregamento, informaram fontes do movimento ambientalista.
"O carregamento pertence a madeireiras que se destacam há anos por suas práticas ilegais na Amazônia", explicou à AFP Grégoire Lejonc, responsável pelas campanhas contra o tráfico de madeira do Greenpeace na França.
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Os militantes interceptaram o "Galina III", um cargueiro com bandeira de Malta que transportava cerca de 6.000 toneladas de madeira, a poucas milhas do porto de Caen-Ouistreham.
Sem descarregar
Cinco ativistas subiram a bordo e três conseguiram se amarrar aos guindastes utilizados para descarregar as madeiras. "Nosso objetivo é que este barco não possa descarregar nem na França, nem na Europa", afirmou Lejonc.
Romain Chabrol, responsável pela comunicação do Greenpeace na França, frisou que a tripulação do barco "foi muito agressiva com os militantes".
A organização ecologista pediu às autoridades francesas que impeçam o descarregamento até que o governo brasileiro envie certificados que comprovem que a madeira foi cortada legalmente. A polícia francesa está vigiando o barco, por motivos de segurança.
Origem
De acordo com informações do Greenpeace, o "Galina III" carregou no porto de Santarém, no estado brasileiro do Pará para as companhias Pena Agro-Florestal Madeireira Ltda, Rancho da Cabocla Ltda e Estância Alecrim.
A Pena Agro-Florestal foi condenada seis vezes desde 2000 a pagar multas por transportar madeira ilegalmente, segundo o Greenpeace.
A Rancho da Cabocla foi condenada 16 vezes entre 1996 e 2007 por delitos similares, e pagou 1,1 milhão de dólares de multas.
Ainda segundo o Greenpeace, a Estância Alecrim foi condenada 21 vezes entre 1997 e 2007 por transportar e armazenar madeira ilegalmente, e outras quatro vezes por participar de atividades de desmatamento.