O Greenpeace propôs, nesta terça-feira (20), em Bonn a criação pelos países desenvolvidos de um fundo internacional para frear o desmatamento no mundo, considerando que seriam necessários entre 20 e 27 bilhões de de euros por ano para alcançar a meta até 2015.
"Esta é a primeira e única proposta até o momento destinada a proteger, ao mesmo tempo, a biodiversidade e o clima", destacou Roman Czebiniac, do Greenpeace International, em Bonn, onde acontece a conferência da ONU sobre Biodiversidade.
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Os países ricos, que têm uma responsabilidade histórica nas emissões de gases que provocam o efeito estufa e na mudança climática, ajudariam assim os países que conservassem suas florestas tropicais ao invés de transformar as mesmas em superfícies agrícolas.
Projeto
O plano do Greenpeace permitiria ao Brasil frear um desmatamento que já custou 17% de suas florestas tropicais, considerou Marcelo Marquesini, do Greenpeace Amazônia.
O Greenpeace deseja que sua proposta, batizada de "Florestas pelo Clima", seja incluída entre as medidas para combater o desmatamento definidas no Protocolo de Kioto.
Atualmente, o ritmo de destruição das florestas tropicais é o equivalente a um campo de futebol a cada dois segundos, recordou o Greenpeace.
O desmatamento é responsável por 20% das emissões de gases que provocam o efeito estufa, mais que o setor dos transportes.