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Briga entre rivais

Incêndio deixa mais de 80 mortos em presídio

BBC Brasil
08 dez 2010 às 16:56

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Um incêndio em uma prisão superlotada no Chile deixou pelo menos 83 mortos nesta quarta-feira (08), segundo as autoridades do país.

O fogo começou na prisão de San Miguel, no sul da capital Santiago, por volta das 5 horas da manhã (horário local, 6h em Brasília). O incêndio teria começado depois de uma briga entre grupos rivais de detentos, que incendiaram colchões.

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A prisão tem capacidade para abrigar apenas 700 detentos, mas, no momento do incêndio, estaria com 1,9 mil presos.


Imagens da emissora de televisão estatal do Chile mostraram a fumaça saindo do edifício da prisão e centenas de familiares dos presos reunidos na frente da penitenciária, tentando conseguir notícias.


Cerca de 200 detentos teriam sido retirados e alguns prisioneiros, que sofreram queimaduras e ferimentos graves, foram levados para um hospital próximo.


O ministro da Saúde do Chile, Jaime Manalich, afirmou que este foi o incidente mais grave da história das prisões chilenas.


Bombeiros


De acordo com o correspondente da BBC em Santiago Gideon Long, o incêndio foi controlado, mas a prisão ainda viveu mais momentos de tumulto, à medida que chegavam mais familiares do presos. A polícia foi mobilizada para tentar controlar a situação.


Os presos que foram retirados das celas eram mantidos em uma quadra de esportes dentro do terreno da prisão de San Miguel. De acordo com o jornal chileno La Tercera, os carcereiros teriam impedido inicialmente a entrada dos bombeiros na prisão.


As imagens de televisão mostraram alguns detentos acenando através das grades das celas, enquanto familiares dos presos gritavam para que as forças de segurança deixassem os bombeiros entrar.


As autoridades já iniciaram uma investigação para descobrir as causas do incêndio.


"Isso reflete o estado precário do sistema prisional do Chile, que estamos denunciando e trabalhando para consertar desde que assumimos o cargo (em março)", disse Luis Masferrer, diretor da polícia prisional nacional do Chile, à agência de notícias Reuters.

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"A superlotação é um fator que terá que ser analisado para determinar as causas deste terrível incidente", acrescentou.


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