Mundo

Indústrias não acreditam em guerra longa

20 mar 2003 às 09:34

Indústrias e comércio não estão acreditando que a guerra irá se prolongar a ponto de provocar mais prejuízos para a economia. Para o presidente da Federação do Comércio, Indústria e Agricultura do Paraná (Faciap), Jefferson Nogaroli, o impacto que a guerra poderia provocar na economia já foi absorvido.

Segundo ele, o mercado sempre cobra a fatura com antecedência e não foi diferente com a guerra. ''Os aumentos de preço que tinham que ocorrer, já foram repassados e estão evidentes nos indicadores inflacionários.''


Para Nogaroli, o efeito de que haverá prejuízos é mais psicológico do que real. O empresário não acredita em redução da atividade industrial e comercial, até porque as indústrias brasileiras são menos dependentes do petróleo. ''Aqui as indústrias dependem da eletricidade e não das termelétricas como ocorre em outros países'', destacou.

As indústrias exportadoras de frango estão até otimistas com o conflito. Se a guerra não durar muito tempo, a tendência é elevar ainda mais os embarques para a região do Oriente Médio, porque trata-se de um alimento, cuja demanda deve aumentar ainda mais, disse Domingos Martins, presidente do Sindicato da Indústria de Abatedores Avícolas do Paraná (Sindiavipar).


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