O governo britânico vai reconhecer as violações dos direitos humanos sofridas por um prisioneiro civil iraquiano, Baha Mussa, morto no Iraque em 2003, quando estava sob a custódia das tropas britânicas, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Des Browne.
Em declaração por escrito enviada aos deputados britânicos, Browne informou que seu ministério também admitirá violações dos direitos humanos de outros oito iraquianos, que entraram com um processo na justiça no Reino Unido.
Este reconhecimento vai abrir caminho para o pagamento de compensações financeiras à família de Baha Mussa e dos oito outros iraquianos.
Fato
Baha Mussa, 26 anos, morreu em setembro de 2003 quando estava sob custódia dos britânicos. O pai deste recepcionista de um hotel de Basra (sul do Iraque) recuperou o corpo "literalmente coberto de sangue e ferimentos".
Punição
Em abril de 2007, o cabo Donald Payne, 35 anos, tornou-se o primeiro militar britânico acusado por crimes de guerra, e admitiu sua culpa na morte de Mussa. Ele foi condenado a um ano de prisão e expulso do exército. Outros seis soldados foram absolvidos pelo mesmo caso.
Atualmente - toque de recolher
O comando militar iraquiano decretou um toque de recolher em toda a capital, proibindo a circulação de veículos e pessoas entre às 23h desta quinta-feira (27) e 05h do próximo domingo. Medida visa diminuir ofensiva dos milicianos xiitas, que somente esta semana, mataram mais de cem pessoas no Iraque por meio de ações suicidas dos membros da organização.