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Internautas poderão escolher a extensão para o seu site

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

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AFP/Arquivo Jung Yeon-Je
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O Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), o órgão gestor americano da internet, quer abrir, a partir de 2009, a possibilidade de que os internautas criem por escolha própria a extensão de um endereço na web, assim como a utilizar nomes em chinês ou árabe, uma uma liberalização que levanta inúmeras questões. O Icann fez esse anúncio durante sua 32º reunião internacional, que começou nesta segunda-feira (23) em Paris, na presença de 1.500 participantes de mais de 70 países.

"Além das extensões .com, .net ou .org, a partir do primeiro trimestre de 2009, os 1,3 bilhão de internautas poderão adquirir endereços genéricos, utilizando palavras como .amor, ou ainda nomes próprios", declarou o presidente do Icann, Paul Twomey, em uma entrevista ao jornal econômico francês Les Echos.

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Atualmente, estão contabilizados 162 milhões de nomes, dos quais mais da metade utilizando .net e .com, num total de cerca de 250 extensões.


Liberação total


Membros do setor se mostraram surpresos por essa liberalização total. "No início, apenas algumas novas extensões estavam previstas, e nos surpreendemos que se tenha levado ainda mais à frente", disse à AFP Stéphane Van Gelder, diretor-geral do Indom, sociedade especializada no registro e gestão de nomes de domínio.


Isso fará com que os grandes grupos e as cidades possam ter sua própria extensão, como .google ou .berlim. Até agora, alguns contornavam o sistema: numerosas empresas baseadas em Los Angeles assinaram um acordo com as autoridades do Laos para utilizar o .la, por exemplo.

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Outra novidade: a possibilidade de autorizar os endereços em caracteres não latinos, por exemplo, em chinês, ou em árabe. "Testamos 15 línguas para que funcionem com os navegadores da Mozilla, da Microsoft e da Apple", disse Twomey.


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