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Investigações tentam descobrir se houve cúmplices

31 dez 1969 às 21:33

As investigações sobre o aterrador caso de seqüestro e incesto cometido por Josef Fritzl, o "monstro da Áustria" que durante 24 anos manteve encarcerada a filha, com quem teve sete filhos, tentam descobrir se ele teve cúmplices.

Cinco dias depois da descoberta assombrosa, a polícia prossegue com a revista meticulosa da "casa do horror" de Amstetten - a 100 km de Viena -, onde Josef Fritzl, de 73 anos, trancafiou a filha Elisabeth, que atualmente tem 42 anos.


Apesar da confissão completa do principal suspeito, o chefe de polícia da Baixa Áustria, Franz Polzer, calculou que a investigação pode durar até seis meses, o tempo necessário para examinar as provas recolhidas pela polícia da residência onde Fritzl manteve a filha em cativeiro durante quase 25 anos com três dos sete filhos nascidos da relação incestuosa imposta pelo pai.


Confesso


Ao confessar os crimes à polícia, Fritzl admitiu que pouco depois de a filha ter dado à luz gêmeos em 1996, um morreu poucos dias depois e ele queimou o corpo na caldeira.


O chanceler austríaco Alfred Gusenbauer afirmou nesta quarta-feira (30) que pretende preservar a imagem da Áustria após a descoberta do caso.


DNA


Exames de DNA confirmaram que ele é o pai dos seis filhos de Elisabeth.

Josef Fritzl conseguiu adotar os outros três filhos nascidos da relação incestuosa com a filha nos anos 90, depois de ter convencido as autoridades e sua esposa que Elisabeth os havia abandonado na porta de casa.


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