Os Guardiões da Revolução - exército ideológico do regime islâmico iraniano - testaram nesta quarta-feira (9) mísseis de médio e longo alcances, um deles capaz de atingir Israel, no momento em que americanos e israelenses não descartam a opção militar na crise nuclear iraniana. A rede estatal de televisão iraniana em língua árabe al-Alam assegurou que nove mísseis foram lançados durante o teste, entre eles um "Shahab 3, com carga convencional de uma tonelada e alcance de 2.000 km". A fronteira ocidental do Irã está a apenas 1.000 km de Israel.
O teste foi condenado, imediatamente, pelos Estados Unidos, que o consideraram uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
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"O desenvolvimento de mísseis balísticos pelo Irã é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e completamente inconsistente com as obrigações do Irã em relação ao mundo", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Gordon Johndroe, durante a reunião de cúpula do G-8 realizada no Japão.
Em Jerusalém, o porta-voz do premier Ehud Olmert explicou que Israel não busca a guerra. "Israel não busca nem o conflito nem hostilidades com o Irã, mas ninguém, na comunidade internacional, deveria ser indiferente ao programa nuclear iraniana e ao programa de mísseis balísticos iraniano", disse Mark Regev.
A França recebeu o teste "com preocupação", enquanto a Grã-Bretanha declarou que "esses testes (...) servem apenas para reforçar (sua) preocupação com as intenções iranianas".
A agência de notícias Fars informou que o alto representante da União Européia para Política Externa e Segurança, Javier Solana, viajará em 19 de julho para o Irã, com o objetivo de discutir a situação.
Abalo
Os testes são efetuados num momento tenso entre o Ocidente e Teerã, que se nega a suspender seu programa de enriquecimento de urânio. Os Guardiões da Revolução iniciaram na segunda-feira manobras navais e balísticas no Golfo, chamadas de Grande Profeta III, com o objetivo de aperfeiçoar suas "capacidades de combate".