O Irã reiterou nesta terça-feira (17) que continuará com o enriquecimento de urânio e advertiu aos países europeus sobre as conseqüências de novas sanções financeiras, dois dias depois de uma nova oferta por parte das grandes potência para que desista de fazê-lo.
"Dissemos em várias ocasiões que o enriquecimento de urânio é a linha vermelha do Irã e que devemos contar com essa tecnologia", afirmou o vice-chanceler iraniano, Alireza Cheikh Atar, paralelo a uma coletiva sobre o Golfo.
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O Irã, acrescentou, estuda a oferta das grandes potências, que lhe propuseram uma ampla cooperação se o país suspender o enriquecimento de urânio.
As grandes potências reconhecem o direito do Irã a desenvolver a pesquisa, produção e utilização da energia nuclear com fins pacíficos. No setor nuclear civil, propõem como em 2006 ajudar Teerã a obter tecnologias modernas e garantem o abastecimento de combustível nuclear.
No entanto, as negociações sobre estes pontos estão condicionadas, como sempre, à suspensão por parte do Irã das atividades de enriquecimento de urânio. Esta exigência já foi objeto de quatro resoluções do Conselho de Segurança da ONU, três delas acompanhadas de sanções.