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Em pleno século 21

Irã sentencia nove a morte por apedrejamento

BBC Brasil
31 dez 1969 às 21:33

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Oito mulheres e um homem foram sentenciados à morte por apedrejamento no Irã depois de terem sido condenados por adultério e outras condutas de natureza sexual consideradas crime no país, segundo informações da advogada e ativista de direitos humanos iraniana Shadi Sadr. "Os vereditos foram aprovados e eles podem ser executados a qualquer momento", disse Sadr, da Rede de Advogados Voluntários, que representa as mulheres no caso.

Os advogados de defesa fizeram um apelo ao chefe do Judiciário do Irã, aiatolá Mahmoud Hashemi Shahroudi, para impedir que as sentenças sejam cumpridas.

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Shahroudi impôs uma moratória nos apedrejamentos em 2002, mas há relatos de que pelo menos três pessoas teriam sido mortas dessa maneira desde então.


A última morte por apedrejamento oficialmente registrada no Irã provocou críticas de organizações de defesa dos direitos humanos e da União Européia.


As oito mulheres sentenciadas, com idades entre 27 e 43 anos, haviam sido condenadas por prostituição, incesto e adultério, de acordo com informações da agência de notícias Reuters.


O homem, um professor de música de 50 anos, foi condenado por ter relações sexuais com uma estudante.


Pena


No sistema de lei islâmico aplicado pelo Irã, o adultério é punido com morte por apedrejamento.


Em teoria a morte por apedrejamento se aplica a homens e mulheres, mas as advogadas dizem que na prática muito mais mulheres do que homens recebem a punição porque em geral são menos instruídas e mal representadas nos tribunais.


Sob o código penal iraniano, homens condenados por adultério devem ser enterrados até a cintura antes de ser apedrejados. As mulheres são enterradas até a altura do peito. As pedras não devem ser grandes o suficiente para matar a pessoa de forma instantânea.

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Sadr pediu apoio à comunidade internacional na sua campanha e disse já ter recebido apoio de organizações de direitos humanos.


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