O Iraque aceitou a resolução do Conselho de Segurança sobre o novo regime de inspeções, informou ontem o embaixador desse país ma ONU, Mohamed Aldouri, que fez o comunicado ao secretário-geral da organização, Kofi Annan. A decisão de aceitar incondicionalmente a resolução está em uma carta, na qual, segundo o embaixador, o Iraque se declara à espera dos inspetores da ONU.
A carta, que ''é longa e consta de seis ou sete páginas'', comenta os pontos de vista do Iraque sobre a resolução e sobre as relações do país com a ONU ''mas sem colocar condições'', disse o diplomata.
''Não há nenhum requisito. Há duas frases muito importantes. A primeira que desejamos trabalhar com a resolução e a segunda que estamos esperando que os inspetores cheguem ao Iraque como está previsto na resolução'', declarou à imprensa pouco após entregar a carta.
Aldouri informou que a carta foi remetida pelo ministro de Assuntos Exteriores iraquiano ao secretário-geral da ONU, quem agora terá que remetê-la ao Conselho de Segurança.
Sobre a recomendação do Parlamento iraquiano de não aceitar a resolução, Aldouri comentou que ''esta foi uma decisão muito política''. Aldouri explicou que ''a escolha era entre paz e guerra e o Governo do Iraque escolheu a paz''.
Os EUA reagiram com ceticismo. Scott McClellan, porta-voz da Casa Branca, afirmou: "Já ouvimos isso antes de Saddam e do regime iraquiano. Agora, queremos ver ações de Saddam. O ônus continua recaindo sobre Saddam."