O chefe da segurança palestino, Mohammed Dahlan, deve se encontrar neste sábado à noite com o general israelense Amos Gilad, oficial de Defesa israelense, cedendo às pressões dos Estados Unidos e do Egito pela retomada das conversações de paz.
Também devem estar presentes à reunião membros do serviço de segurança israelense Shin Bet. Fontes israelenses dizem que o ministro da Defesa do país, Shaul Mofaz, também pode estar presente.
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Esse seria o primeiro encontro de cúpula desde que o presidente norte-americano, George W. Bush, lançou o novo plano para acabar com os conflitos no Oriente Médio.
A principal discussão é a proposta de que Israel se retire das áreas da faixa de Gaza que ocupou a partir de setembro de 2000. Para melhorar o clima das negociações, Israel ofereceu interromper por três dias as suas operações militares.
O plano de paz prevê que Israel se retire gradualmente do território que voltou a ocupar nos últimos 32 meses. Em contrapartida, os palestinos têm de desmantelar grupos terroristas como o Hamas.
Raanan Gissin, assessor do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou que seu país propôs abrir mão do controle da segurança de algumas partes da faixa de Gaza, deixando a responsabilidade totalmente nas mãos da Autoridade Palestina. "Isso será discutido hoje (sábado), no encontro de segurança", disse Gissin.
Os chefes das forças de segurança palestinas, após reunião na noite de sexta, aceitaram assumir o controle das áreas de onde Israel sair. "Decidimos que, se Israel está pronto para deixar territórios palestinos, vamos assumir a responsabilidade pela segurança desses lugares", explicou o ministro da Informação palestino, Nabil Amr.
"Mas a Autoridade Nacional Palestina não pode assumir sua responsabilidade sem uma garantia dos EUA de que Israel vai parar com seus ataques militares", acrescentou o chefe de gabinete, Yasser Abed Rabbo.
Apesar das negociações a favor da paz, Abdel Aziz Rantissi, um dos líderes do Hamas, já disse que o grupo não vai suspender seus ataques a Israel. "A palavra cessar-fogo não consta em nosso dicionário", afirmou ele. "A resistência vai continuar até que expulsemos os israelenses da nossa terra".
O Hamas interrompeu as negociações com o primeiro-ministro palestino, Abu Mazen, na semana passada.