O juiz encarregado do processo sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado por engano no metrô de Londres em 2005, começou a examinar nesta sexta-feira (25) se aceita ou não o pedido encaminhado por 40 agentes da Scotland Yard, entre eles os dois que dispararam contra o brasileiro, de depor sob anonimato.
Os familiares de Jean Charles, que estiveram presentes no tribunal de Southwarck (sul de Londres), pediram novamente que os responsáveis pela morte respondam na justiça e lamentaram que, dois anos depois do caso, "ainda não se conheçam as circunstâncias" em que o brasileiro foi morto.
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A indagação judicial sobre o caso Jean Charles (eletricista brasileiro de 27 anos) não constitui um julgamento comum, já que não há condenados.
Em novembro, um informe da Comissão Independente de Queixas da Polícia (IPCC, na sigla em inglês) criticou a Polícia Metropolitana de Londres pela morte de Jean Charles, afirmando que ela "poderia ter sido evitada". Contudo, ainda se espera a publicação de uma investigação sobre o chefe da Scotland Yard, Sir Ian Blair, que foi acusado de ter tentado impedir a investigação sobre a morte do brasileiro.
"A família está bastante frustrada" com a demora, declarou Yasmin Khan, porta-voz da campanha "Justiça para Jean Charles", e "quer que a investigação seja a mais extensa e transparente possível".
O juiz Michael Wright admitiu, no entanto, que a investigação poderá ser adiada devido ao fato de que ainda não foi decidido em que corte transcorrerá o inquérito.