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Segredo revelado

Jornalista da BBC revela ter matado parceiro com Aids

BBC Brasil
16 fev 2010 às 09:43

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Um apresentador da BBC revelou ter sufocado seu ex-parceiro que sofria de Aids para poupá-lo de uma "dor terrível".

Ray Gosling, 70, contou aos telespectadores do programa Inside Out que tinha um pacto com seu antigo parceiro – cujo nome ele não revelou –, de pôr fim à sua vida caso a dor da doença se tornasse insuportável e não houvesse mais esperança de tratamento.

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Em seu programa, que abordou o tema da morte, o apresentador de Nottingham disse que o momento veio quando médicos comunicaram que não havia mais opções para reverter a doença.


"Eu disse ao médico: 'Deixe-nos a sós apenas um momento', e ele nos deixou. Eu peguei o travesseiro e o sufoquei até a morte. Não tenho remorso. Fiz o certo", revelou Gosling.


Nesta terça-feira de manhã, após a exibição do programa, o apresentador afirmou a um programa da BBC que não imaginava que a informação fosse ser transmitida em rede nacional.


Ele afirmou que decidiu contar seu segredo para o seu público regional, com quem tem uma "relação íntima", e acrescentou que alguns membros da família de seu ex-parceiro também sabiam do ocorrido.


Gosling disse que está consciente das implicações – inclusive criminais – da revelação.


"Quando você ama alguém, é difícil vê-lo sofrer. Minha impressão sobre a eutanásia é como gelatina – balança de um lado para o outro. Agora é o momento de compartilhar um segredo mantido sob sigilo por muito tempo."


O suicídio assistido é crime na Grã-Bretanha, mas novas diretrizes publicadas em setembro pelas autoridades judiciais estabelecem fatores que influenciam a decisão de abrir ou não um processo em diferentes casos na Inglaterra e no País de Gales.


No mês passado, Kay Gilderdale, 55, de Stonegate, em East Sussex, foi absolvida da acusação de tentar matar sua filha de 31 anos, que estava seriamente doente e já havia tentado pôr fim à sua vida antes.

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Dias antes, outra mãe, Francês Inglis, 57, de Londres, foi condenada a nove anos de prisão por assassinato por ter injetado uma dose letal de heroína em seu filho Thomas, que sofria de danos cerebrais.


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