O juiz responsável por revisar a investigação da morte da princesa Diana e de seu namorado Dodi Al Fayed anunciou nesta segunda-feira (31) que "não existe nenhum elemento" para afirmar que foram mortos por um complô dos serviços secretos britânicos, como afirma o pai de Dodi.
"Não há provas de que o duque de Edimburgo tenha ordenado a morte de Diana e não há provas de que os serviços secretos nem nenhuma outra agência do governo a tenha organizado", explicou o juiz Scott Baker.
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Mohammed Al Fayed, o bilionário proprietário das lojas londrinas Harrods, está convencido de que Diana e seu filho estavam comprometidos e afirma que o príncipe Philip estava vinculado com um complô para matar ambos, evitando assim um casamento da princesa com um muçulmano.
Acusação
Em particular, ele acusa o duque de Edimburgo, marido da rainha Elizabeth II, de ordenar a morte do casal, que faleceu em um acidente de trânsito em Paris em 1997.
Porém, no início da leitura do sumário da investigação, que começou em outubro do ano passado, Baker ressaltou que muitas teorias de Al Fayed "não têm fundamento".
"Se demonstrou que várias alegações não têm manifestamente nenhum fundamento, ao ponto de até o advogado de Mohamed Al Fayed ter deixado de defendê-las, embora ele continue acreditando em sua cabeça em sua própria verdade", afirmou o magistrado.
Entre as teorias da conspiração do empresário desbaratadas pela investigação, o juiz destacou acima de todas o fato de que "Diana foi assassinada pelos serviços secretos por ordem do duque de Edimburgo".