A Justiça catarinense determinou, nesta quarta-feira (11), a divisão do prêmio de cerca de R$ 27 milhões do concurso nº 898 da Mega-Sena, disputado por Altamir José da Igreja e Flávio Júnior Biassi, na comarca de Joaçaba. Cabe recurso de apelação.
De acordo com informações do Espaço Vital, a sentença proferida pelo juiz Edemar Gruber determina que Biassi e Igreja recebam R$ 13.891.026,91 cada um - mais os rendimentos do período em que o dinheiro estiver retido judicialmente.
Como Igreja já recebeu um sexto do valor do prêmio, mediante autorização judicial, e cerca de R$ 2,7 milhões antes da concessão da liminar de bloqueio, esses valores serão descontados dos 50% agora deferidos.
O caso
No dia 1º de setembro de 2007, Biassi, teria entregue ao seu então-empregador um papel com os números 03 - 04 - 08 - 30 - 45 - 54 (inspirados no telefone de sua mãe, 8403.0454 e R$ 1,50 para que Altamir fizesse a aposta, já que também iria à lotérica. Os dois teriam feito um acordo: se um deles ganhasse o prêmio, dividiria com o outro.
Na versão de Altamir, não houve entrega de números, nem de dinheiro. Ele teria feito a aposta baseado em sua data de nascimento e da de seu filho, mais o 45, que é o ano de seu nascimento invertido e o número 8, que disse ser da sorte.
Acumulado, o concurso nº 898 da Mega-Sena contemplou as referidas dezenas 03 - 04 - 08 - 30 - 45 - 54. Dois bilhetes foram premiados, um de Joaçaba, justamente o polêmico.
O caso foi parar na Justiça.