A juíza Zilah Maria Petersen, do Conselho Permanente de Justiça do Exército, manteve nesta sexta-feira, 27, a prisão do sargento Laci Marinho de Araújo, que responde a processo por deserção, e decidiu submetê-lo a uma perícia neuro-psiquiátrica. Os exames serão feitos na próxima semana, com médicos civis do Hospital das Forças Armadas, em Brasília. "Continuo sendo judeu num campo de concentração", reagiu aos gritos o sargento Laci, ao deixar, algemado e escoltado, a sala da Auditoria Militar, no Superior Tribunal Militar (STM), onde prestou depoimento.
O sargento Laci Marinho de Araújo, que tornou pública sua relação com o ex-sargento Fernando Alcântara, que obteve hoje baixa do Exército, foi levado para a cadeia da Polícia do Exército, no Setor Militar Urbano. "É uma homofobia estatal", criticou seu companheiro, que acompanhou a audiência. Ambos acusam o Exército de estar perseguindo Araújo pela sua condição de homossexual.
Segundo Fernando Alcântara, o desabafo de Araújo ao deixar a audiência demonstra que está "totalmente transtornado e sofrendo intensa tortura psíquica.".