A justiça portuguesa resolveu arquivar o caso Madeleine McCann e suspender todos os indiciamentos, principalmente os dos pais, após 14 meses de uma investigação controvertida que não permitiu elucidar o mistério do desaparecimento da pequena britânica de 3 anos no sul do país.
Assim que a decisão da justiça portuguesa foi anunciada nesta segunda (21), o porta-voz do casal McCann, Clarence Mitchell, expressou o "alívio" de seus clientes, descartando, no entanto, qualquer "comemoração". "Os pais de Madeleine nunca deveriam ter sido indiciados", acrescentou.
Caso Maddie
Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de seu quarto aniversário quando dormia em um quarto do complexo turístico de Praia da Luz, no sul de Portugal, onde ficava com sua família. Dizendo-se convencidos de que sua filha tinha sido seqüestrada, os McCann mobilizaram toda a comunidade internacional, conseguindo até uma audiência com o Papa no Vaticano.
No entanto, a Polícia Judiciária portuguesa anunciou privilegiar a tese da morte da menina. Em 7 de setembro de 2007, os pais foram indiciados como suspeitos de terem escondido o corpo de sua filha depois de uma morte acidental.
Desconfiando da polícia portuguesa, os McCann contrataram detetives particulares para continuar a investigação.
O Ministério Público português destacou que o caso pode ser reaberto "se novos elementos aparecerem", e confirmou que qualquer pessoa "que mostrar um interesse legítimo" terá acesso aos documentos da investigação até meados de agosto, "quando expira o prazo legal".