A procuradoria-geral francesa negou nesta sexta-feira (14) o pedido de eutanásia de uma mulher desfigurada por um tumor irreversível. O veredicto definitivo será conhecido na segunda-feira (17). Chantal Sebire, de 52 anos, pediu à justiça que um de seus médicos seja autorizado a ajudá-la morrer de forma assistida, com o uso uma substância letal.
Na França, uma lei de 2005 concede, em alguns casos, o direito de morrer, ou seja, a suspensão do tratamento para doentes sem esperança, apesar de ser expressamente proibido aos médicos a prática de eutanásia.
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Sebire, uma ex-professora, mãe de três filhos, sofre de um tipo de câncer raro e degenerativo, que ocorre na cavidade nasal e deforma completamente seu rosto. A enfermidade, chamada estesioneuroblastoma ou neuroblastoma olfativo, é muito rara (200 casos registrados no mundo em 20 anos), incurável e provoca garande sofrimento.
Na tentativa de ter seu pedido atendido, Sebire também escreveu ao presidente francês, Nicolas Sarkozy. Ele no entanto, recomendou que Sebire aguarde outra opinião médica, para garantir que todas as possibilidades da medicina tenham sido exploradas.
"Cheguei ao limite do que posso suportar. Meu filhos já não conseguem me ver sofrendo assim", declarou Sebire à AFP.
A lei de 2005 foi votada na França depois de um caso que emocionou a opinião pública em que um rapaz de 22 anos, tetraplégico, cego e mudo morreu graças à intervenção de sua mãe e seu médico.