O esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal envolve políticos e grandes empresários.
A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo delegado federal Francisco Castilho Neto ao participar de audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, em Brasília.
O delegado foi convidado para falar sobre as investigações que começaram em 1998 e que indicam a evasão de US$ 30 bilhões do país através da agência do Banco Banestado de Nova Iorque.
O delegado fez um apelo para que os deputados intercedam pela continuidade das investigações em Nova Iorque que foram interrompidas por falta de recursos.
" A equipe retornou ao Brasil num momento crucial da investigação", disse o delegado. Francisco Castilho afirma que o conteúdo das investigações é bombástico.
O perito da Polícia Federal, Renato Rodrigues Barbosa, disse que as investigações começaram em Foz do Iguaçu.
Segundo ele, o esquema usou 300 "laranjas", agricultores que recebiam de R$ 500 a R$1000 para abrir contas bancárias em cinco agências de Foz do Iguaçu.
Em apenas 20 dias a quadrilha chegou a movimentar US$ 50 milhões.
O depoimento prossegue na Comissão de Segurança.