Uma onda de manifestações populares atinge ao menos 12 países europeus, impulsionada pelo descontentamento com a crise habitacional, alto custo de vida, falta de oportunidades e acusações de corrupção estatal. Na Albânia, os atos começaram com pautas ambientais contra a construção de um hotel de luxo na reserva costeira de Zvernec — projeto que envolve a família de Donald Trump — e escalaram para exigências de renúncia do primeiro-ministro Edi Rama. O casal de londrinenses Ana Claudia Pablos e Maltos Becker, residente no país, acompanha a escalada dos confrontos entre estudantes e a polícia na capital Tirana.
Paralelamente, Portugal enfrenta intensas mobilizações contra o encarecimento de imóveis, cujos preços subiram 124% entre 2015 e 2024. A insatisfação popular aumentou após o Parlamento aprovar em primeiro turno uma reforma que acelera os processos de despejo de inquilinos inadimplentes. Em resposta, manifestantes montaram acampamentos em praças públicas de cidades como Lisboa e Porto, resultando em intervenções policiais para desmobilizar os acampamentos.
A estudante londrinense Livia Guimarães, que cursa mestrado na Universidade de Coimbra, destaca o impacto direto da escalada dos aluguéis na vida dos jovens e questiona a truculência das forças de segurança durante as desocupações. O cenário europeu reflete uma insatisfação generalizada de residentes e imigrantes, que apontam falhas governamentais na gestão de serviços essenciais e garantias sociais básicas.
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