O papel das Nações Unidas terá que ser rediscutido, caso os Estados Unidos decidam atacar o Iraque, mesmo sem o aval do Conselho de Segurança da urganização.
A avaliação foi feita nesta segunda-feira, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante conversa ocorrida há pouco, por telefone, com o secretário-geral da ONU, Kofi Anann.
Segundo o chanceler Celso Amorim, Anann concordou com a avaliação do presidente brasileiro."Ele disse que era realmente uma matéria para reflexão", afirmou Amorim.
Anann telefonou a Lula para "manifestar seu apreço" pela iniciativa do chefe de Estado brasileiro na defesa pela paz. Na semana passada, Lula enviou carta ao secretário-geral, na qual sugeria a realização de reunião de alto nível entre os países legitimamente interessados em evitar a guerra.
Segundo o chanceler brasileiro, Anann fez alguns contatos para ver se a sugestão seria viável, mas avalia que, neste momento, é mais prudente aguardar a evolução dos acontecimentos. "Com o que nós (governo brasileiro) concordamos", disse.
No telefonema, Lula e Anann ainda falaram sobre a expectativa para o pronunciamento do presidente norte-americano, George W. Bush, marcada para esta noite.
"A conclusão é no sentido de que, apesar das possibilidades obviamente estarem se tornando cada vez mais reduzidas, até o último momento todos os esforços devem ser dirigidos para uma solução pacífica", disse Amorim. Nesta terça-feira, Anann telefonará novamente para o presidente brasileiro.