Adolf Hitler é a polêmica atração do museu Madame Tussaud, que abre as portas neste sábado (05) em Berlim, entre cerca de 70 outras figuras de cera de personagens importantes da História.
Para não dar a impressão de que glorifica o ditador, os criadores do museu representaram o líder nazista como um "homem acabado", em uma reconstituição do bunker onde passou seus últimos dias e se matou no dia 30 de abril de 1945.
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Mesmo exibida atrás de uma mesa, para impedir que os visitantes tirem fotos ao seu lado ou a danifiquem, a estátua suscita polêmica e indignação entre algumas autoridades políticas.
Opiniões
"Temo que a exposição se torne uma espécie de local de peregrinação para a extrema direita", declarou Friedbert Pflüger, líder do grupo parlamentar do Partido Conservador (CDU, no poder) ao tablóide Bild, que destaca a "cólera na Alemanha".
Para o número dois do Partido Liberal Rainer Brüderle (FDP, oposição), "fazer de uma figura de Hitler uma atração nas imediações do Memorial do Holocausto é insensível e de mau gosto".
"Hitler não deveria se tornar uma atração turística", afirmou Stephen Kramer, secretário-geral do Conselho Central de Judeus da Alemanha.
A porta-voz do museu berlinense, Natalie Ruoss, defendeu a decisão: "está claro que queremos representar a história alemã. Seria difícil para nós excluí-lo. Queremos mostrar a realidade".
Outros personagens
Os 74 outros personagens de cera do museu situado na avenida Unter den Linden, próximo à Porta de Brandeburgo e ao Memorial do Holocausto estão menos sujeitas a controvérsia.
Os visitantes estrangeiros não terão dificuldades para reconhecer o sábio Albert Einstein, o compositor Ludwig van Beethoven, o chanceler Otto von Bismarck, o ex-goleiro da seleção alemã Oliver Kahn, o papa Bento XVI ou a atual chanceler alemã Angela Merkel.