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Mafiosos italianos são condenados à prisão perpétua

31 dez 1969 às 21:33

O tribunal de apelações de Nápoles (sul da Itália) confirmou nesta quinta-feira (19) a condenação à prisão perpétua de 16 membros da família mafiosa Casalesi, o clã mais poderoso da Camorra - o crime organizado napolitano. Entre os condenados está o suposto chefão, Francesco "Sandokan" Schiavone, de 55 anos, detido desde 1998 em uma prisão de alta segurança.

O tribunal atendeu ao pedido do promotor, que havia requisitado prisão perpétua por uma série de homicídios, principalmente contra Schiavone e outros três chefes, Francesco Bidognetti, Michele Zagaria e Antonio Iovine. Os dois últimos continuam foragidos.


Durante esse processo, cinco pessoas - incluindo um empresário que aceitou colaborar com a justiça - foram assassinadas, e um juiz e dois jornalistas foram ameaçados em plena audiência.


Esses episódios fazem parte de uma "estratégia de terror" que poderá continuar após o julgamento, para dissuadir qualquer pessoa de se rebelar contra o clã, declarou à AFP o ex-senador e membro da comissão parlamentar anti-máfia, Lorenzo Diana. "O clã tem medo", afirmou Roberto Saviano, autor do livro "Gomorra", que revelou ao grande público a magnitude do fenômeno Camorra.


História


Os Casalesi, um cartel criminoso radicado em Casal di Principe, na província de Caserta, estendeu gradualmente seu poder sobre todo o território, em uma verdadeira guerra que deixou cerca de mil mortos em 30 anos.

Saviano descreve os Casaleisu como uma "confederação que reúne todas as famílias camorristas da província de Caserta", formada por "empresários violentos, gerentes assassinos, construtores e proprietário de terras, cada um com seu bando armado e todos associados por interesses econômicos".


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