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A manifestação ocorreu em cidades como Londres (Inglaterra), Milão (Itália), Nice (França) e Duisburgo (Alemanha) - Divulgação/AFP
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Indignação

Manifestações contra Israel reúnem milhares na Europa

France Presse
31 dez 1969 às 21:33
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Manifestações contra a operação militar de Israel sobre a Faixa de Gaza reuniram neste sábado milhares de pessoas em várias cidades da Europa, especialmente Paris e Londres.

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Na capital francesa, milhares de pessoas foram às ruas para apoiar os palestinos de Gaza e repudiar os ataques israelenses, que desde 27 de dezembro passado já mataram 802 palestinos, incluindo 235 crianças e 93 mulheres. Segundo seus organizadores, o protesto em Paris reuniu 100 mil pessoas, mas a polícia calculou a participação em 30 mil.

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Várias personalidades dos partidos de esquerda participaram da manifestação, ao lado da delegada da Palestina na França, Hind Koury, que exigiu da ONU a imposição de "sanções contra o governo de Israel".


Em Londres, os organizadores do protesto falavam em 100 mil pessoas reunidas no Hyde Park, no centro da capital, mas a polícia calculava a presença de 12.000 manifestantes. O protesto londrino, liderado por artistas e políticos de esquerda, seguiu do Hyde Park para a embaixada de Israel, onde a polícia impediu o avanço dos manifestantes, dando origem a pequenos confrontos.


Na Itália, milhares de pessoas, incluindo palestinos que vivem no país, protestaram nas cidades de Milão, Turim e Veneza contra a operação militar em Gaza. Aos gritos de "Israel terrorista" e "Palestina é nossa terra", a manifestação em Milão, convocada por partidos e organizações de esquerda, reuniu ainda centenas de mulheres e crianças.

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Em Turim, os manifestantes tentaram hastear uma bandeira palestina diante da prefeitura da cidade, e queimaram uma bandeira israelense em frente à sede da associação Itália-Israel. Em Veneza, cerca de 400 pessoas desfilaram pelas ruas da cidade para apoiar a população de Gaza, atendendo a um chamado da organização de esquerda "Refundação Comunista".


Na cidade francesa de Nice, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e deteve vários jovens durante outra manifestação contra a ofensiva militar israelense sobre a Faixa de Gaza.


Em meio ao protesto, que reuniu cerca de 2.500 pessoas, grupos de jovens lançaram pedras contra policiais, que responderam com bombas de gás, deflagrando o confronto na principal avenida da cidade, a Jean Medecin, o que levou o comércio a fechar suas lojas.


Um jornalista da AFP viu a prisão de pelo menos quatro jovens, mas não há informações sobre feridos. Em meio ao tumulto, jovens destruíram a fachada de vidro de uma lanchonete do McDonald's, lançando cadeiras e mesas do próprio estabelecimento que estavam na calçada.


Na cidade suíça de Berna, ao menos 7 mil pessoas participaram de um protesto contra a ação israelense, liderado por três deputados suíços de esquerda.


A manifestação cruzou o centro da cidade e foi até a praça da catedral, para exigir o fim da agressão israelense, a suspensão do bloqueio imposto à Faixa de Gaza e o fim da colaboração militar entre a Suíça e Israel".


Em Oslo, os protestos acabaram em incidentes entre manifestantes e policiais, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo. Em Estocolmo, entre 4.000 e 5.000 pessoas se reuniram diante da embaixada de Israel, gritando frases como "Fechem a embaixada" ou "Longa vida à Palestina".

Na Alemanha, cerca de 24 mil manifestantes protestaram em diferentes cidades, incluindo Duisburgo, onde 10 mil pessoas, a maioria da comunidade turca, foram às ruas. As populações de Atenas, Budapeste e Sarajevo também fizeram protestos contra a ação israelense em Gaza.


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