Alertas de novos tremores secundários provocaram uma onda de pânico nesta terça-feira (20) na China, onde milhares de pessoas correram paras as ruas para escapar de uma eventual nova catástrofe, o que também derrubou as bolsas da região.
Mais de uma semana depois do terremoto de 12 de maio que devastou o sudoeste do país, o Centro Nacional de Controle e Prevenção de Desastres anunciou que a tragédia deixou 40.075 mortos em todas as regiões afetadas. A catástrofe também deixou 247.645 feridos, segundo o site do organismo.
O governo da província de Sichuan, a mais afetada, anunciou que o terremoto deixou 39.577 mortos apenas na província.
Resgaste
O dia também foi marcado por uma notícia que deu um pouco de esperanças aos chineses: o resgate com vida de Ma Yuanjiang, um executivo de 31 anos que permaneceu soterrado por oito dias nos escombros da central energética em que trabalhava.
Com as bandeiras a meio pau no segundo dia de luto nacional, uma advertência das autoridades da província de Sichuan sobre a possibilidade de fortes réplicas levou pânico à população na noite de segunda-feira.
Pânico
Nas ruas de Chengdu, capital de Sichuan, milhares de pessoas aterrorizadas carregavam colchões, cadeiras, roupas e outros bens para longe dos edifícios.
A situação criou engarrafamentos gigantescos no trânsito, já que os motoristas tentavam abandonar a cidade ou chegar a espaços abertos, como parques e estádios.
"Qualquer um que afirme que não tem medo está mentindo", afirmou Zhu Yuejin, uma jovem de 23 anos que passou a noite no carro.
O site do governo de Sichuan advertiu, com base em alertas das autoridades sismológicas, para a iminência de uma réplica de 6 a 7 graus na mesma região que foi atingida na semana passada por um terremoto de 8 graus na escala Richter.
No entanto, Du Jianguo, analista do Instituto Chinês de Sismologia, afirmou que é impossível prever um tremor secundário com tanta exatidão.
"Não sei quem fez essa previsão, mas pessoalmente não acredito", declarou à AFP.