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Medo de tremores secundários provoca pânico na China

31 dez 1969 às 21:33

Alertas de novos tremores secundários provocaram uma onda de pânico nesta terça-feira (20) na China, onde milhares de pessoas correram paras as ruas para escapar de uma eventual nova catástrofe, o que também derrubou as bolsas da região.

Mais de uma semana depois do terremoto de 12 de maio que devastou o sudoeste do país, o Centro Nacional de Controle e Prevenção de Desastres anunciou que a tragédia deixou 40.075 mortos em todas as regiões afetadas. A catástrofe também deixou 247.645 feridos, segundo o site do organismo.


O governo da província de Sichuan, a mais afetada, anunciou que o terremoto deixou 39.577 mortos apenas na província.


Resgaste


O dia também foi marcado por uma notícia que deu um pouco de esperanças aos chineses: o resgate com vida de Ma Yuanjiang, um executivo de 31 anos que permaneceu soterrado por oito dias nos escombros da central energética em que trabalhava.


Com as bandeiras a meio pau no segundo dia de luto nacional, uma advertência das autoridades da província de Sichuan sobre a possibilidade de fortes réplicas levou pânico à população na noite de segunda-feira.


Pânico


Nas ruas de Chengdu, capital de Sichuan, milhares de pessoas aterrorizadas carregavam colchões, cadeiras, roupas e outros bens para longe dos edifícios.


A situação criou engarrafamentos gigantescos no trânsito, já que os motoristas tentavam abandonar a cidade ou chegar a espaços abertos, como parques e estádios.


"Qualquer um que afirme que não tem medo está mentindo", afirmou Zhu Yuejin, uma jovem de 23 anos que passou a noite no carro.


O site do governo de Sichuan advertiu, com base em alertas das autoridades sismológicas, para a iminência de uma réplica de 6 a 7 graus na mesma região que foi atingida na semana passada por um terremoto de 8 graus na escala Richter.


No entanto, Du Jianguo, analista do Instituto Chinês de Sismologia, afirmou que é impossível prever um tremor secundário com tanta exatidão.

"Não sei quem fez essa previsão, mas pessoalmente não acredito", declarou à AFP.


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