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Véspera da Páscoa

'Medo não terá última palavra', diz Papa em vigília com ucranianos

Agência Ansa
16 abr 2022 às 19:29
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O papa Francisco participou neste sábado (16) da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que contou com políticos ucranianos entre os cerca de 5,5 mil fiéis presentes.

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Ao contrário do que estava previsto, o líder católico não presidiu a cerimônia - confiada ao cardeal Giovanni Battista Re -, mas realizou uma homilia na qual aludiu mais uma vez à invasão russa na Ucrânia.

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Em seu pronunciamento, o Papa pediu para as pessoas levarem "Jesus Cristo na vida de todos os dias: com gestos de paz nesta era marcada pelos horrores da guerra; com obras de reconciliação nas relações despedaçadas e de compaixão em relação a quem precisa; com ações de justiça em meio às desigualdades e de verdade em meio às mentiras". "E, sobretudo, com obras de amor e fraternidade", acrescentou.


Além disso, pediu que a "dor" não tenha a "última palavra" sobre a esperança. "Com bastante frequência, olhamos para a vida e a realidade com os olhos voltados para baixo. Fixamos apenas o hoje que passa, ficamos desiludidos com o futuro, nos fechamos em nossas necessidades, nos acomodamos no cárcere da apatia, enquanto continuamos a pensar que as coisas jamais mudarão. E assim permanecemos imóveis diante do túmulo da resignação e do fatalismo e sepultamos a alegria de viver", declarou.


"Mas o Senhor, nesta noite, quer nos dar olhos diferentes, iluminados pela esperança de que o medo, a dor e a morte não terão a última palavra sobre nós", disse Francisco.

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Ao fim da homilia, Jorge Bergoglio se dirigiu diretamente ao prefeito da cidade de Melitopol, Ivan Fedorov, e a alguns parlamentares ucranianos que estavam na Basílica de São Pedro para a Vigília Pascal. Fedorov chegou a ser sequestrado em 11 de março, quando as forças russas invadiram Melitopol, mas acabaria resgatado cinco dias depois.


"Nessa escuridão em que vocês vivem, senhor prefeito e senhores e senhoras parlamentares, a escuridão da guerra e da crueldade, todos nós rezamos com vocês nesta noite. Nós podemos apenas oferecer nossa companhia e nossas orações e dizer-lhes 'coragem, estamos com vocês'. Podemos também dizer-lhes a coisa mais importante que se celebra hoje: 'Cristo ressuscitou'", afirmou Francisco, pronunciando essa última frase em ucraniano.


Já neste domingo (17), Bergoglio celebra a missa de Páscoa e a sempre aguardada bênção "Urbi et Orbi" ("À cidade e ao mundo"), na qual ele aborda as principais crises da atualidade.


Pronunciada também no Natal, essa mensagem sempre foi uma ocasião para o Papa recordar o conflito que se arrasta desde 2014 no leste da Ucrânia, e desta vez não deve ser diferente.


Na última sexta-feira (15), na missa da Paixão do Senhor, Francisco orou por uma "paz duradoura" no mundo; horas mais tarde, uma ucraniana e uma russa carregaram juntas a cruz em uma das estações da Via Crucis presidida por Bergoglio no Coliseu de Roma.


No entanto, o Vaticano decidiu excluir da celebração de última hora um texto que havia sido preparado em conjunto pelas duas e que falava sobre reconciliação. "Expressamos apreço pelas mudanças na Via Crucis de ontem após pedidos da Ucrânia", afirmou neste sábado o embaixador de Kiev na Santa Sé, Andrii Yurash.

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