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Ministério Público vai à Justiça contra reitor da UnB

31 dez 1969 às 21:33

O Ministério Público Federal (MPF-DF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entraram com ação de improbidade administrativa nesta terça-feira, 8, contra o reitor da Universidade de Brasília(UnB), Timothy Mullholland. Em meio a ocupação do prédio da reitoria por estudantes, que reivindicam sua saída do cargo pelo uso indevido de recursos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), o reitor agora vai responder ação proposta pelo MP.

Mulholland e o decano de administração da UnB, Erico Paulo Weidle, são acusados de usar recursos destinados ao financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento institucional da UnB para decorar o apartamento usado pelo reitor. De acordo com a ação, cerca de R$ 470 mil foram gastos para mobiliar e decorar o imóvel. Outros R$ 72 mil foram usados para comprar um automóvel de uso exclusivo do reitor. Todos os gastos foram custeados pela Finatec, fundação de apoio ligada à Fundação Universidade de Brasília (FUB).


Para o Ministério Público, os gastos são considerados ilegais e imorais. O MP afirma que houve desvio de finalidade nos recursos do fundo e que tal desvio beneficiaria o reitor.


São justamente estas acusações que levaram estudantes a invadir a reitoria. Nesta terça-feira, Mulholland disse que se sente à vontade no cargo, apesar das acusações. E que não vai admitir ser acusado sem julgamento. Dizendo-se perseguido por grupos contrários a políticas sociais da UnB, o reitor procurou o ministro da Educação, Fernando Haddad. E mais uma vez afirmou que não sairá do cargo.

A ação do MP pede a condenação do reitor e do decano de administração ao ressarcimento integral do dano causado, à perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos por até cinco anos, ao pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração recebida pelos agentes e à proibição de contratar com o poder público por três anos, além do pagamento de indenização por danos morais. O Ministério Público também aguarda informação da UnB para verificação da destinação atual desses bens.


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