De acordo com o chanceler brasileiro será uma excelente oportunidade de retomar conversações após a Conferência da OMC, em Cancún, no México. "É a primeira vez que dois grandes blocos vão se encontrar para tratar de assuntos importantíssimos", disse.
Ressaltou que essa reunião, por si só, é uma demonstração da força do bloco, constituído pouco antes do México. Na opinião de Amorim, as decisões do G-20 não podem ser desconsideradas, "porque são forças sem as quais não se avança na OMC. O principal ponto que o Brasil trata nesse bloco é a agricultura.
Os países desenvolvidos, como Estados Unidos e integrantes da União Européia, têm imposto uma série de restrições aos produtos brasileiros.
Aliás, em todos os discursos feitos na viagem ao Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado a postura restritiva dos países ricos e tem sugerido que os países pobres se unam a fim de que possam competir em pé de igualdade com os desenvolvidos.
O ministro afirmou, ainda, que os Estados Unidos – Robert Zoellick, em especial - foram convidados para participar da reunião. No entanto, não deram resposta de que participariam. "Quando quiserem poderão participar", disse.