A síndrome respiratória aguda grave (SARS), conhecida como pneumonia atípica, vitimou justamente o primeiro médico a identificar o vírus letal. Carlo Urbani, especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS), morreu aos 46 anos, em Bangcoc.
Com sua morte, sobre para 56 o número de vítimas fatais da misteriosa doença que se originou na Ásia e vem se alastrando por todo o mundo. A confirmação da morte de Urbani foi divulgada pela OMS. O médico identificou o surto da doença em um empresário norte-americano que havia sido internado em Hanói, no Vietnã, onde provavelmente foi contaminado pelo vírus letal.
O último balanço da OMS revela que em todo o mundo já foram registrados 1550 casos de pneumonia atípica. Na sexta-feira, na tentativa de frear o avanço da doença, Taiwan impôs a quarentena a 240 parentes e amigos de 10 pacientes que contraíram a SRAS. As pessoas atingidas pela medida terão que permanecer em casa por 14 dias. Caso contrário, serão multados em até US$ 8.620,00.
No Canadá, neste sábado, autoridades sanitárias da província de Ontario, a maior do país, indformaram que 100 pessoas, a maioria funcionários da área de saúde, podem estar com a pneumonia atípica. Ontario tem o maior número de casos registrados da síndrome fora da Ásia.
A doença causa fadiga, febre e dores musculares. Como ainda não existe cura para a síndrome, medidas de segurança – como o uso de luvas e máscaras - já foram adotadas nos hospitais de Ontário e de outras cidades onde há registros da doença como forma de evitar novas contaminações. As informações são da CNN.