O Jurista e acadêmico Evandro Lins e Silva, de 92 anos, morreu nesta terça-feira pela manhã no Rio de Janeiro, onde estava internado desde a madrugada da última sexta-feira.
O advogado sofreu traumatismo craniano numa queda, na noite de quinta-feira, quando deixava o Aeroporto Santos Dumont. Ele retornava de Brasília, onde acabara de ser nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para o Conselho da República.
O jurista foi operado ainda no Hospital Souza Aguiar, para onde foi levado após a queda e transferido para a Clinica São Vicente, onde veio a entrar em coma, logo em seguida.
Um dos mais respeitados intelectuais e ocupante da cadeira de número 1 da Academia Brasileira de Letras, desde 1998, Evandro Lins e Silva era considerado um dos maiores criminalistas brasileiros deste século.
Além de advogado, foi ainda procurador-geral da República, chefe do Gabinete Civil e ministro das Relações Exteriores no governo João Goulart, e ministro do Supremo Tribunal Federal, cassado pelo regime militar em 1969.
Ele foi, também, um dos advogados responsáveis pela redação do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.