Os culpados pela morte da princesa Diana e seu namorado, Dodi Al-Fayed, em agosto de 1997, em Paris, foram o motorista do carro em que eles estavam e os fotógrafos que os perseguiam, decidiu nesta segunda-feira (07) o júri popular londrino, depois de uma longa e penosa investigação.
Após deliberar durante quatro dias, os jurados decidiram, por uma maioria de nove contra dois, que a morte da princesa de 36 anos e de Dodi, de 42, foi um "homicídio" causado por "negligência" de seu motorista, Henri Paul, e dos fotógrafos que os perseguiam em carros e motos.
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Paul conduzia o veículo em alta velocidade e embriagado, fatores determinantes para que a Mercedes se chocasse contra uma pilastra do túnel da ponte d'Alma, concluiu o júri, após as investigações no Alto Tribunal de Londres que duraram seis meses e custaram aproximadamente 20 milhões de dólares.
Depois de ouvir 250 depoimentos, os 11 membros do júri passaram 23 horas e 45 minutos, tempo esse dividido em quatro dias, antes de anunciar que estavam prontos para anunciar sua opinião.
Eles também chegaram à conclusão que outra agravante na morte de Diana e Dodi foi o fato de ambos não estarem usando os cintos de segurança.
Propostas
O juiz Scott Baker, encarregado da investigação, ofereceu cinco opções de veredicto aos jurados, nenhuma das quais incluía a alternativa de que o casal foi assassinado. Optaram, então, pela decisão que equivale a uma acusação de homicídio involuntário.
O resultado de hoje coincide com as investigações feitas pelas polícias francesa e britânica, que concluíram que a morte do casal foi resultado de um acidente causado por excesso de velocidade e porque o condutor do veículo, que também morreu no acidente, estava embriagado.
Família real concorda com decisão
Os príncipes William e Harry, filhos da princesa Diana, disseram nesta segunda-feira que aprovam a decisão judicial sobre a investigação envolvendo a morte de sua mãe, que concluiu que houve um homicídio provocado pela conduta "extremamente negligente" dos motoristas envolvidos. "Aprovamos o veredicto e estamos gratos a cada um dos jurados", informaram William e Harry em comunicado conjunto.