O Ministério Público Federal (MPF) em Passos, no sudoeste de Minas Gerais, denunciou 29 pessoas ligadas à Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) por práticas criminosas no funcionamento de uma esquema de adulteração do leite. Segundo o MPF, o grupo acrescentava soro e substâncias químicas no leite para reduzir a acidez do produto e garantia maiores lucros na venda.
Os denunciados são acusados de crimes contra a saúde pública, econtra as relações de consumo, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva. As penas previstas para essas condutas variam de oito a 24 anos de prisão.
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Para que os processos seja iniciados, tem que haver o recebimento da denúncia pela Justiça Federal.
O MPF também pede a responsabilização, além dos empregados da Casmil, do engenheiro químico responsável pela fórmula e de funcionários do Serviço de Inspeção Federal, "que teriam se omitido na fiscalização e recebido propina para ignorar a fraude."
Conforme o MPF, a adulteração do leite ocorria há aproximadamente dois anos. O esquema foi desvendada em outubro do ano passado pela Operação Ouro Branco, da Polícia Federal.