A americana Andrea Yates, condenada em primeira instância à prisão perpétua em 2002 por ter afogado seus cinco filhos, foi julgada inimputável (que não pode ser reponsabilizada, irresponsável) nesta quarta-feira (26), ao final de um novo processo no Texas. De acordo com o novo julgamento, Yates, de 42 anos, deverá passar o resto da vida em um hospital psiquiátrico.
Em junho de 2001, ela afogou seus cinco filhos, de seis meses, dois, três, cinco e sete anos, na banheira de sua casa em Clear Lake, perto de Houston (sul do Texas). Imediatamente, ela ligou para o marido, um engenheiro da Nasa, e para um policial, que constatou a morte das crianças.
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O primeiro julgamento foi anulado pela Corte de Apelações do Texas, que considerou que o júri pode ter sido induzido a erro pelo depoimento de um especialista que pôs em dúvida a doença mental de Yates.
Este primeiro julgamento causou um debate nacional nos Estados Unidos sobre o tratamento das doenças mentais. A opinião pública se dividiu entre o horror do crime e a compaixão a esta mulher, mergulhada na loucura com o nascimento de um de seus filhos.
Yates, que sofria de uma forte depressão pós-parto, começou a sofrer alucinações após o nascimento de seu primeiro filho. A doença foi se instalando pouco a pouco, até ela tentar o suicídio, por duas vezes, depois do nascimento do quarto filho, em 1999. Na ocasião, lhe foi recomendado um tratamento com neurolépticos contra as alucinações, que pareceu funcionar, e assim ela teve o quinto filho.
No entanto, a doença não desapareceu. Na manhã da tragédia, fazia apenas um mês que Yates tinha voltado do hospital psiquiátrico e que seu médico havia suspendido o tratamento.
Entre 10% e 20% das mães sofrem de depressão pós-parto, que muitas vezes se deve a uma redução hormonal nas grávidas nas 40 semanas de gestação.
Fonte: AFN