Mohammed Mursi, primeiro muçulmano a ser eleito presidente do Egito, disse neste domingo que será um governante "para todos os egípcios" e pediu a unidade nacional, informou a AFP. "Serei um presidente para todos os egípcios", disse Mursi poucas horas depois de ser declarado eleito, após uma corrida presidencial acirrada contra Ahmed Shafiq, último primeiro-ministro a governar com o presidente deposto Hosni Mubarak.
A eleição dividiu o país entre os que temiam o retorno do velho regime e os que desejavam manter a religião fora da política e que temiam que a Irmandade Muçulmana sufocasse as liberdades pessoais. Mursi, que renunciou à Irmandade para assumir o cargo, agradeceu os "mártires" dos levantes pela vitória e ressaltou que "a revolução continua".
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Ele também prometeu honrar os acordos internacionais. "Vamos preservar todos os acordos e internacionais (...) viemos em paz", disse. O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um acordo de paz com Israel, em 1975. As informações são da Dow Jones.