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Obama anuncia liberação de viagens para Cuba

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai permitir que os norte-americanos façam viagens ilimitadas para Cuba e transferências de dinheiro sem limites para familiares na ilha.

Outras restrições também serão abrandadas com o objetivo de conduzir uma nova era de abertura dos EUA em relação ao país governado por comunistas há 50 anos. A Casa Branca fez o anúncio formal durante o informe diário do porta-voz presidencial, Robert Gibbs, à imprensa.

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"O presidente gostaria que o povo cubano tivesse maior liberdade. Há ações que ele pode tomar e hoje decidiu abrir o fluxo de informações para permitir que importantes passos nesses sentido sejam tomados", disse Gibbs.


Mas ele afirmou que Obama é apenas uma parte da equação, sugerindo que Cuba também precisa fazer sua parte. "Há algumas medidas que o governo cubano pode e deve tomar."


Com as mudanças, Obama quer diminuir a dependência dos cubanos do atual regime, na expectativa de que isso os leve a um processo de demanda por maiores liberdades políticas, disse Gibbs. Cerca de 1,5 milhão de norte-americanos têm parentes em Cuba, que tornou-se um país comunista em 1959, quando Fidel Castro tomou o poder.


O presidente havia prometido tomar essas medidas quando era candidato. Há mais de uma semana já se sabia que o anúncio seria feito antes da Cúpula das Américas, reunião que acontece neste final de semana em Trinidad e Tobago.


"Não há melhores embaixadores da liberdade do que cubano-americanos", disse Obama em maio, durante discurso de campanha em Miami, o coração da comunidade cubano-americana nos Estados Unidos. "É hora de permitir que os cubano-americanos vejam suas mães e pais, seus irmãos e irmãs. É hora de permitir que o dinheiro dos cubano-americanos façam suas famílias menos dependentes do regime de Castro." As restrições impostas pelo ex-presidente George W. Bush haviam limitado das viagens de norte-americanos a Cuba a apenas duas semanas a cada três anos.


Outras medidas definidas hoje incluem o aumento do número de itens que podem ser enviados como presente para Cuba, como roupas, artigos de higiene pessoal, sementes, equipamentos de pesca e outras necessidades pessoais. A administração Obama também vai começar a emitir licenças para permitir que empresas de telecomunicações e de outras áreas forneçam serviços de telefonia celular e de televisão para pessoas da ilha, permitindo que as contas sejam pagas por parentes residentes nos EUA.


Políticos


O envio de dinheiro para altos funcionários do governo e membros do Partido Comunista continua proibido sob a nova política de Obama. O chefe do grupo de exilados Fundação Nacional Cubano-americana, Francisco Hernandez, que já foi um grande defensor das restrições a viagens, agora apoia o anúncio de Obama. Segundo ele, a medida vai ajudar os cubanos a tornarem-se mais independentes do Estado "não apenas em termos econômicos, mas em termos de informação e contatos com o mundo externo", disse Hernandez, que foi detido pelo governo cubano por quase dois anos depois de participar da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961.

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Alguns legisladores, apoiados por grupos de negócios e agrícolas que enxergam oportunidades em Cuba, defendem revisões mais amplas sobre comércio e viagens para a ilha impostas desde que Fidel Castro tomou o poder em Havana. Mas funcionários do governo dizem que Obama mantém o embargo de décadas a Cuba sob o argumento que essa política permite aumentar a pressão sobre o regime para que liberte todos os presos políticos, como uma forma de normalizar as relações com os Estados Unidos.


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