Barack Obama aumentou suas chances de obter a indicação democrata para a eleição presidencial de novembro após as primárias da Carolina do Norte e de Indiana, mas Hillary Clinton de recusa a jogar a toalha e manteve nesta quarta-feira sua campanha na Virgínia Ocidental.
"Está no forno", intitulou nesta quarta-feira (7) o New York Post após a derrota na noite de terça-feira por 14 pontos de Hillary na Carolina do Norte (sudeste) e sua vitória apertada por dois pontos em Indiana (norte).
A Carolina do Norte era o último grande estado em jogo no processo de escolha do candidato democrata. Restam apenas seis consultas até 3 de junho, entre elas uma primária na próxima terça-feira na Virgínia Ocidental (leste).
Também está difícil para a pré-candidata manter suas ambições presidenciais. A senadora retirou no último mês 6,4 milhões de dólares de seu próprio bolso para sua campanha para a Casa Branca, disseram assessores nesta quarta-feira, em mais um sinal de suas escassas chances nas eleições presidenciais. No passado, Hillary havia liberado para sua campanha 5 milhões de dólares no dia 11 de abril. Também injetou outro milhão no dia 1º de maio e depositou mais 425mil dólares na segunda-feira passada, disseram seus assessores.
Pouco depois da meia-noite de terça-feira e após várias horas de tensão, Hillary Clinton foi declarada vencedora em Indiana. Mas a diferença foi muito pequena: 51% a 49%. Na Carolina do Norte, no entanto, Obama obteve uma contundente vitória de 56% a 42% sobre a pré-candidata.
O triunfo de Obama já fez com que se sentisse próximo de se tornar o candidato democrata para disputar a presidência com o republicano John McCain na eleição presidencial de novembro. "Esta noite ficamos a apenas 200 delegados de assegurar a indicação democrata para nos tornarmos presidente dos Estados Unidos", disse o senador pelo Illinois, de 46 anos.
"Todos nós pensamos que este é um momento decisivo em nossa história, enfrentamos duas guerras, uma economia estagnada e um planeta em perigo: não podemos dar a John McCain a chance de servir a um terceiro mandato de George W. Bush", acrescentou.