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Repercussão após 10 anos

Obras de arte e documentos também são 'vítimas' do 11/09

Agência Estado
19 ago 2011 às 20:10

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Os ataques de 11 de Setembro de 2001 não causaram apenas a perda da vida de quase 3 mil pessoas. Milhares de documentos, fotografias e obras de arte também se perderam nos maiores atentados terroristas da história, entre elas esculturas de Alexander Calder e Auguste Rodin e imagens feitas pelo fotógrafo pessoal do ex-presidente americano John F. Kennedy.

Am alguns casos, foram destruídos também os inventários dos objetos, o que torna o trabalho de documentação dos especialistas ainda mais difícil. Uma década depois dos ataques, eles ainda não terminaram de determinar o que foi perdido e o que foi recuperado.

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"Não podemos ter uma ideia clara porque faltam elementos chaves", disse Kathleen D. Roe, diretora de operações dos Arquivos do Estado de Nova York e copresidente do Projeto de Documentação do World Trade Center. "Não temos uma imagem precisa do que pode ser obtido de volta e o que não pode", disse.


O complexo do World Trade Center tinha sete edifícios - as Torres Gêmeas, três prédios de pequenos escritórios, um hotel e a sede da alfândega americana. Em todo o local, ficavam centenas de companhias e órgãos do governo, inclusive a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês). Assim, diversos arquivos governamentais foram perdidos.


Na sede da alfândega ficava a biblioteca Ferdinand Gallozi, que tinha uma coleção de documentos relacionados ao comércio, alguns eles datados da década de 1840. No prédio 5 do World Trade Center estavam guardados em uma caixa à prova de incêndios os negativos de fotos de Kennedy tiradas por Jacques Lowe, seu fotógrafo pessoal. Papéis do Departamento de Defesa também foram queimados no ataque contra o Pentágono.


Duas semanas após os ataques, arquivistas e bibliotecários se reuniram na Universidade de Nova York para discutir como documentar o que havia sido perdido e formaram uma força-tarefa para documentar as perdas, mas tiveram poucas respostas sobre o trabalho. "A atmosfera de litígio, a política e a desconfiança posteriores depois do 11 de Setembro tornaram a tarefa mais complexa", afirmava o último relatório do projeto, que circulou em 2005.

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As propriedades do governo americano são obrigadas, por lei, a reportar a destruição de arquivos à Administração Nacional de Arquivos, mas nenhuma autoridade o fez, considerando ser algo impossível, devido às circunstâncias. "Como é de se esperar, os órgãos estão mais preocupados com a perda das vidas e com o restabelecimento das operações do que com a perda de arquivos", disse David Ferriero, chefe de arquivos do Estado. As informações são da Associated Press.


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