Oito acusados das 21 mortes e quatro tentativas de homicídio no caso que ficou conhecido como "chacina de Vigário Geral" serão julgados nesta quarta-feira, pela primeira vez, no Segundo Tribunal do Júri, no Rio.
O julgamento ocorre dez anos após o crime, que foi praticado na madrugada de 30 de agosto de 1993 no parque Proletário de Vigário Geral, zona norte do Rio.
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Nove réus foram denunciados pelo Ministério Público em 1995, junto com outras dez pessoas, das quais nove não chegaram a ser processadas e uma morreu. O processo ficou conhecido como Vigário Geral 2, porque todos foram investigados a partir de gravações de conversas telefônicas de policiais presos, acusados dos mesmos crimes em setembro de 1993.
Segundo a Agência Brasil, na ocasião, o Ministério Público denunciou 33 pessoas, sendo 31 policiais. Desses, apenas um ainda aguarda julgamento: dois cumprem pena; três foram condenados, mas estão soltos; três estão foragidos; cinco morreram; um não foi pronunciado, e 18 foram absolvidos. O Ministério Público recorreu da absolvição de dez deles. Nos interrogatórios, oito policiais negaram envolvimento nos crimes, mas os acusados em Vigário 1 confirmaram sua participação.