A ONU elaborou um plano de emergência para conter a crise alimentar mundial para ser debatido pelos chefes de Estado e de Governo presentes na reunião de cúpula da FAO, na qual pede o fim do protecionismo, ajuda aos pequenos agricultores da África e solicita medidas de caráter social.
As recomendações fazem parte do "Marco Global de Ação" elaborado pela célula de crise da ONU, formada pelos chefes de todas as agências das Nações Unidas, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
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As medidas urgentes junto com medidas de longo prazo deverão ser debatidas na reunião de cúpula dos países mais industrializados do G8 que será realizada em julho no Japão.
Entre as medidas de urgência estão:
- Aumento da ajuda alimentar para proteger as populações vulneráveis, bônus de alimentos e de dinheiro.
- Medidas de proteção social, como programas de assistência às mulheres e às crianças.
- Favorecer a distribuição de alimentos e cultivos locais para estimular a produção local.
- A ONU pede aos países que concedam ajudas sem especificar os países que devem ser beneficiados, de maneira a poder distribuí-la de acordo com a urgência.
- Reduzir as restrições às exportações, reduzir temporariamente os impostos à importação e o valor agregado dos alimentos e insumos.
Medidas de longo prazo:
- Apoio aos pequenos produtores graças a políticas que favoreçam os investimentos na agricultura. A ONU apóia os pequenos agricultores para favorecer assim as economias.
- Investir em pesquisa, em cultivos originais, de cereais como o sorgo, o milho e em tecnologias que melhorem a fertilidade das terras.
- Concluir as negociações da Rodada de Doha: o livre mercado deverá satisfazer as necessidades de todos os países e estimular a produção dos países pobres.
- Desenvolver infra-estruturas e melhorar o sistema de proteção social, em particular os povos mais necessitados.
- Promover a pesquisa e o desenvolvimento em termos de biocombustíveis, favorecer os que não são fabricados a partir de cultivos para a alimentação, revisar os subsídios à produção, aperfeiçoar o sistema de avaliação do impacto dos biocombustíveis sobre a disponibilidade de provisões alimentares.