A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) interrompeu pela terceira vez a reunião que discute a ofensiva dos Estados Unidos no Iraque. Os 19 embaixadores decidiram voltar a falar sobre o assunto nesta quarta-feira.
A maior questão gira em torno de como a Turquia irá se proteger de uma possível retaliação iraquiana, já que os norte-americanos planejam começar os ataques através do território turco.
Enquanto isso, o governo chinês contatou o presidente francês, Jacques Chirac, com o objetivo de fortalecer o bloco de países contrários à guerra. França, Alemanha, Rússia e Bélgica já deixaram claros que preferem ampliação da inspeção de armas no Iraque e com mais tempo de análise para o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
Até agora o Reino Unido, Espanha e Bulgária seriam, segundo as agências internacionais, favoráveis ao ataque dos EUA.
A Otan é formada por Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Turquia.
Onze dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) apóiam o prolongamento das inspeções de armas no Iraque. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança são EUA, Reino Unido, Rússia, França e China. Os temporários são Angola, Bulgária, Camarões, Chile, Alemanha, Guiné, México, Paquistão, Espanha e Síria.