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Papa diz a Dilma que ficou comovido com tragédia no RS

Agência Brasil
20 mar 2013 às 10:56

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Ao se reunir com a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (20), o papa Francisco se disse comovido com a tragédia ocorrida em Santa Maria (RS), no dia 27 de janeiro, que deixou 241 mortos. Segundo a presidenta, Francisco elogiou a forma como o Brasil reagiu à tragédia: com força e ternura. Dilma foi a primeira chefe de estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado.

"O papa disse: 'Eu fiquei muito comovido com a questão que ocorreu em Santa Maria. Eu acho que a gente tem na vida que demonstrar força e ternura'", contou a presidenta. "Em Santa Maria, o Brasil demonstrou força e ternura, ele disse."

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Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio atingiu a boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Além dos 241 mortos, várias pessoas – a maioria jovem, ficaram feridas. A tragédia comoveu o Brasil e teve repercussão internacional.


Em seguida, Dilma se disse impressionada com o estilo do papa. "É um papa muito modesto", ressaltou. "Eu acho que ele será um papa muito importante", completou.


Política de combate à pobreza


Outro assunto debatido entre a presidenta e o papa foi a política de combate à pobreza e à fome desenvolvida no Brasil. Dilma reiterou que a prioridade do papa é dar assistência aos pobres e mais frágeis, tema que Francisco ressaltou em seus sermões desde que foi eleito papa no último dia 13.


"O papa é extremamente carismático e tem um compromisso com os pobres, o que torna a relação com o Brasil muito importante porque o governo brasileiro vem, nos últimos dez anos, a partir do [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] focando a questão da superação da pobreza", disse a presidenta, que se reuniu com o papa no Vaticano.


"[Expliquei para ele que essa] é uma política de Estado. Expliquei como é que estamos. Mas ele conhecia bem. Não houve surpresa, ele conhecia bastante bem".


A presidenta disse ainda que, durante a audiência, o papa contou ter se emocionado ao ver um catador de papel argentino, representando a categoria, na cerimônia de inauguração do pontificado. "Ele [Francisco] tratou da questão de proteção às populações mais fragilizadas", acrescentou.


"Eu falei que nós fazemos uma missa com os papeleiros [os catadores de papel]. Ele [Francisco] falou bastante sobre isso", disse Dilma. "A conversa foi muito boa e muito interessante. Fui a primeira a ser recebida depois da intronização [que marca o início do pontificado]. O papa, inclusive, disse: 'Você pode falar porque é a primera vez que estou recebendo uma pessoa aqui."

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Dilma informou que o papa entende bem o português e fala uma mistura do idioma com o espanhol. "Ele fala portunhol, como nós", brincou. Ela ficou impressionada com o carisma de Francisco. "Ele é um papa normal", ressaltou.


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