O Papa Bento XVI pediu nesta quarta-feira (16) que o presidente George W. Bush promova uma "diplomacia paciente para solucionar os conflitos" respeitando os direitos humanos, e "uma política de imigração coordenada" com a América Latina, em sua primeira visita aos Estados Unidos desde o início de seu pontificado, há três anos.
Cerca de 9.000 convidados lotaram o gramado da residência presidencial agitando bandeiras do Vaticano e dos Estados Unidos aos gritos de "Eviva il Papa!" que se misturaram com os hinos de ambos os Estados e um coro que cantou "Parabéns" para o pontífice, no dia do seu aniversário de 81 anos.
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"Em um mundo em que alguns já não acreditam que podemos distinguir o verdadeiro do falso, precisamos de sua mensagem para rechaçar esta ditadura do relativismo e abraçar uma cultura da justiça e da verdade", disse Bush, em uma cerimônia de recepção com grande pompa.
Nenhum dos dois líderes mencionou especificamente temas delicados como a pena de morte, a guerra no Iraque ou os métodos aplicados pela CIA em interrogatórios. Mas com a guerra em seu sexto ano e com o aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã, o Papa pediu apoio "aos esforços pacientes de diplomacia internacional para solucionar conflitos e promover o progresso".
O Papa concluirá em Nova York sua visita de seis dias aos Estados Unidos. Nessa cidade pronunciará na sexta-feira um discurso nas Nações Unidas e visitará o local dos atentados de setembro de 2001, o Ground Zero.
Os Estados Unidos contam com 70 milhões de católicos, 25% de sua população. Bento XVI é o segundo papa a visitar a Casa Branca desde João Paulo II, recebido por Jimmy Carter em 1979, e sua visita é a nona de um papa aos Estados Unidos.