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Para polícia, quebra-cabeça do caso Fritzl está no fim

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

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AFP
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Está quase resolvido o quebra-cabeça do seqüestro de Elisabeth Fritzl, que passou 24 anos encarcerada no porão de sua casa na cidade austríaca de Amstetten pelo pai, que a estuprava e teve sete filhos com ela, uma semana após o crime hediondo ter vindo à tona, afirmou o responsável pelas investigações, Franz Polzer, em entrevista ao jornal austríaco Kurier.

"Nosso quebra-cabeça está quase completo", declarou, dizendo que não existe "nenhum indício" de que o suspeito, Josef Fritzl, de 73 anos, tenha agido com cúmplices.

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Polzer chama de fantasiosos os depoimentos publicados na imprensa garantindo que uma segunda pessoa, possivelmente a esposa de Fritzl, teria sido vista perto do porão em companhia do marido.


"Sabemos bastante, de fato, e graças às nossas informações estamos colocando as coisas em ordem neste caso", afirmou.


O investigador confirmou à agência APA que os detalhes sobre o seqüestro publicados um dia antes pela revista alemã Der Spiegel estavam corretos.


Citando declarações da vítima à polícia no dia de sua libertação, 26 de abril, a Der Spiegel informou que o seqüestro começou no dia 28 de agosto de 1984, quando a jovem Elisabeth tinha 19 anos. Desde esse dia até 1993 ela viveu em apenas um quarto, onde era estuprada com freqüência pelo pai. Seus três primeiros filhos nasceram no mesmo local em 1988, 1990 e 1992.

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Em sua entrevista ao Kurier, Polzer confirmou que Fritzl transformou o sótão "antes de escolher uma de suas filhas" para seqüestrar em 1984.


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