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Caso Isabella

Pedreiro desmente arrombamento em obra vizinha

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O pedreiro Gabriel do Santos Neto disse hoje ao juiz do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, Maurício Fossen, que a obra em que trabalhava, nos fundos do Residencial London, onde foi morta a menina Isabella de Oliveira Nardoni, não foi arrombada no final de semana do crime. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele havia relatado um arrombamento na obra. Porém, em depoimento à polícia, desmentiu o acontecido. Isabella foi assassinada no prédio, na zona norte da capital paulista, no dia 29 de março.

Questionado hoje pela defesa dos acusados do crime, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá - pai e madrasta de Isabella -, o pedreiro, de 46 anos, negou sequer ter dado qualquer entrevista. Ele disse que a única vez que falou com jornalistas foi após ter prestado depoimento à polícia, quando foi cercado por repórteres a apenas repetiu o que havia dito ao delegado.

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A testemunha trabalhava e dormia na obra de segunda à sexta e disse que nunca houve qualquer furto ou arrombamento no local nos sete meses em que esteve lá. Gabriel contou ainda que havia um muro entre o terreno e o Residencial London de quatro metros de altura e que na obra não havia escadas, cordas ou andaime da época do crime.


Irmão de Isabella negou ter visto ladrão, diz testemunha


Um morador do edifício London, de onde a menina Isabella Nardoni caiu e morreu em março, disse hoje ao juiz Mauricio Fossen que o irmão da garota, Pietro, de três anos, negou na noite do crime que houvesse algum ladrão no apartamento da família. Jéferson Friche contou à Justiça que estava em seu apartamento na noite do crime, desceu até o térreo, viu Isabella caída no jardim e algumas pessoas em volta dela gritando que um ladrão havia entrado no apartamento dos Nardoni e jogado a menina da janela.


Ele afirmou ter visto Pietro sozinho e chorando muito perto de uma porta de vidro perto da cena. O morador disse que, então, pegou o garoto no colo para acalmá-lo e perguntou: "Tinha ladrão na sua casa?", ao que o menino respondeu "Não". Em seguida, Jéferson contou à Justiça ter questionado a criança: "Você viu sua irmã caindo?". Pietro, segundo o depoimento de Jéferson, teria respondido: "Ela queria ver a lua, queria ver a casa".

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Além de Jéferson Friche, depôs hoje à Justiça Christiane de Brito, que mora próximo ao edifício London. Ela disse ao juiz que ouviu uma pancada por volta da meia noite do dia em que Isabella morreu e deduziu que o barulho teria vindo de uma obra que fica nos fundos do prédio. As informações sobre a audiência foram passadas à imprensa por assessores do Tribunal de Justiça de São Paulo, que assistem aos depoimentos. A imprensa não pode entre entrar na sala.


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